23 de fevereiro de 2017

Ainda sobre as obras em casa

Ora depois de uma semana dedicada à total remodelação da casa de banho (e que espectáculo ficou, era capaz de passar horas dentro da cabine de duche) seria de esperar que me desse a vontade de parar por uns tempos, certo? Não. Pois que fiquei cheia de comichões com o nosso "quarto de vestir" que gostava de transformar em closet. Há quem diga que já o é, porque se trata de uma assoalhada onde efectivamente temos a nossa roupa, sapatos, roupa da casa e acessórios mil, mas não está como eu quero, por isso chamo-lhe um muito mais terreno quarto de vestir. Por isso, agora vou pedir orçamentos para me fazerem algo à medida e para poder transformar aquela assoalhada, por vezes muito menos organizada do que gostaria porque calhou aproveitarmos para arrumação cómodas e guarda-fatos que não têm nada a ver entre si e alguns que não se revelaram nada práticos para o que pretendemos. Pensei que o homem ia dizer, como diz há anos, que está bem assim, que não vale a pena mas, surpreendentemente, disse-me para tratar disso (tenho para mim que acha que, por ser eu a tratar, vou simplesmente deixar a coisa arrastar, mas está muito enganado que eu até já tenho contactos para irem lá a casa orçamentar a coisa). Closet, aqui vou eu!  

Algo assim deste género para me ocupar uma parede inteira é coisinha para me deixar feliz da vida. 

22 de fevereiro de 2017

Por vezes há males que vêm memso por bem

Na terça-feira estava em Setúbal, como em muitos dias da minha vida, a trabalhar numa empresa cliente. Tinha chegado às 7h45, hora a que ainda não havia praticamente ninguém no edifício e fui para a sala onde trabalho, tranquila da vida, para dar início ao meu dia. Sabia do incêndio que tinha havido na SAPEC, a poucos km da zona, mas a nuvem que já se via parecia estar afastada da minha zona. Por volta das 8h30 é habitual começar a escutar os sons naturais de uma empresa a acordar, as pessoas a chegarem, a passarem pela minha porta e, nesse dia, nada de nada. Foi quando fui avisada de que estávamos a ser evacuados e tínhamos que sair. Num segundo arrumei as coisas e pedi ao P. que está aqui perto, para me vir deixar o carro para eu poder ir para casa. Estive na rua uns minutinhos apenas e foi o suficiente para ficar com um ataque de asma. Ora há mais de dez anos que eu, limpinha que estava, não tinha sequer bomba comigo. Mas em dezembro fiquei com uma infecção respiratória do pior o que me obrigou a ter novamente a dita. E em boa hora. Na terça feira parei o carro a caminho de casa, cheia de dores no peito, cheia de tosse, cheia de pieira. Se não tivesse ficado doente, poderia ter sido uma das pessoas a ir parar ao hospital. E porque acredito que há males que vêm por bem, só posso agradecer a malvada da infecção que me pôs de costados na cama por uns bons dez dias. Por isso acredito que às vezes coisas menos boas acontecem, para dar lugar a outras, mas precisamos sempre de alguma distância para o poder compreender. Bomba comigo? Check! Melhores amigas, como dantes. 

15 de fevereiro de 2017

E que tal essas obras em casa?

Aquele amargo momento em que uma pessoa (neste caso duas) se põem com obras, obras essas planeadas há muito tempo e finalmente idealizadas e contratadas e quando chegam a casa, no meio do pó, do caos, dos materiais, de não encontrarmos nada, de passar tudo o que está numa assoalhada para outra, de gatos a quererem explorar, de tão curiosos que são, só nos apetece voltar atrás e desistir daquilo tudo. Não fosse termos um buraco no lugar da banheira e loiças de casa de banho espalhadas pela casa e um espelho gigante depositado no chão em pleno hall e não sei não. E a quantidade de coisas que uma pessoa guarda na casa de banho? Senhores, aquilo é um poço sem fim de cremes, cremezinhos, maquilhagem sem fim (e eu que só uso rímel no dia a dia), produtos para celulite, para as estrias, para as borbulhas (devo ter tido uma nos últimos cinco anos, mas adiante), para as manchas e o diabo a sete, escovas para enrolar, escovas para alisar, escovas só para pentear de tamanhos diferentes, umas para ter sempre a uso, outra para guardar na carteira ou para ir de viagem, ferros para o cabelo (sim, ferroS), cremes para a barba e after-shaves e essas coisas cheirosas, cremes para a pele seca, para o verão, para quando faz vento, perfumes, amostras de tudo e mais alguma coisa, máscaras para o cabelo, para as diferentes etapas do tratamento que estou a fazer, mais os óleos para o cabelo, os cremes de pentear e águas micelares? Cremes de dia, de noite, ...Digam-me, sou só eu? É que vou aproveitar esta fase para fazer uma limpeza geral. Já o tinha feito a uma parte dos produtos, deitando fora todos os de cabelo abertos e sem uso há tantos meses que nem os consigo contar. Sou um bocadinho muito viciada nestas coisas, adoro produtos de beleza, mas depois uma pessoa entra no exagero de ter tanto que às tantas não usa nada.   Por isso, à semelhança do que pratico com a minha roupa, tudo o que realmente não uso, vai à vidinha. Hoje chegamos já com a obra feita (assim o esperamos, mas eu não sou muito crente do cumprimento do plano de obras...) e passamos à parte das limpezas. Ainda vou ter muito que penar até ter as coisas como quero. Mas depois, a recompensa e uma cabine de duche para lá de maravilhosa (excelente para banhos a dois ;-)) e uma renovação que há muito queríamos fazer. 

14 de fevereiro de 2017

Produtos e produtinhos

Já há muito tempo que escrevo por aqui sobre esse flagelo que são as manchas na cara, coisa de que padeço há uns anos. Já experimentei imensos produtos, dos mais caros, aos menos caros, todos eles com o mesmo resultado, ou seja, nenhum. No verão é quando as malandras se notam mais, ainda que eu não saia de casa sem um factor de protecção 30 na cara e que seja do mais cuidadoso que há na praia. No ano passado, em Setembro, fui à dermatologista, por conta de um outro problema (um sinal que tinha que ser removido) e ela falou-me no sérum white objective da bioderma, da linha com o mesmo nome, mas recomendou que não começasse logo em setembro, porque ainda ia fazer férias na praia e convém usar numa altura em que não se apanha sol. Estava quase esquecida do assunto quando numa ida à farmácia dei de caras não só com o sérum, mas com toda uma gama: creme de dia, stick corrector, água micelar. Para já trouxe já o sérum de noite, o que foi aconselhado pela dermatologista, que não já sou moça dada a crenças fáceis nestas coisas, depois de experimentar tudo e mais alguma coisa. O sérum aplica-se na pele limpa (eu limpo com água micelar da Vichy), antes do creme de noite. Devo estar a usar há coisa de pouco mais de um mês e claro que não tenho ainda feedback. O sol não tem sido abundante para estes lados e no inverno as manchas praticamente não se notam, mas a ideia é continuar a usar. Eventualmente quando acabar a água micelar que tenho lá por casa, comprarei a desta gama, quem sabe potencie a coisa.

 Numa ida à the body shop, para comprar desmaquilhante, saí de lá com este gel com efeito de peeling (sou o sonho de todas as vendedoras. quando dei por mim a senhora estava já a aplicar-me o produto nas mãos e depois de ver os efeitos, senti-me rendida). Usa-se duas vezes por semana e uma leve massagem permite limpar a pele, retirando as células mortas. Estou a usar há duas semanas e para já a gostar bastante. Gosto muito da body shop por todo o seu conceito, sendo que as manteigas de corpo são das minhas melhores aliadas para combater a pele seca e têm sempre um cheiro para lá de maravilhoso. 
   Comprei ainda este creme da Avene, marca de que gosto bastante, mas ainda não comecei a usar, por estar a terminar um outro. Uso creme anti rugas desde os vinte(s), não sem me escapar ao gozo de algumas amigas que me achavam uma exageradona, mas que agora me devem compreender. O que é certo (coincidência ou não) é que nunca ninguém me dá a idade que tenho e o que é certo também é que gosto de cuidar de mim, de me mimar, de comprar produtos bons. Já no meu cabelo procuro dar-lhe só do melhor e ando há uns tempos a fazer um cronograma capilar com efeitos muito bons. E o que é isto do cronograma capilar? Bem, basicamente é um calendário de tratamento do nosso cabelo, com fases para hidratação, nutrição e reconstrução e produtos específicos para cada uma destas etapas. Não é que aparentemente precise, mas a verdade é que tenho feito um a dois alisamentos por ano e o cabelo precisa de se regenerar. Mas sobre o cronograma capilar escreverei depois. Ainda preciso de entrar bem no esquema para poder escrever com propriedade. 

*Post escrito sem parcerias, apenas com base no que uso e na minha experiência, sim? :-)

10 de fevereiro de 2017

Pois que estou de volta...

Têm sido semanas intensas de trabalho, com muitas viagens pelo meio, com fins de semana extremamente ocupados, com pouco tempo para mim, para os meus livros, com pouco tempo para nós. Não me queixo, gosto da exigência dos horários, dos prazos, das responsabilidades, mas sabe bem a tranquilidade de não olhar para o relógio, de não ter o despertador a tocar a horas insanas. Por isso e em jeito de celebração dos 14 anos de namoro que entretanto comemorámos (sim, por aqui comemora-se o primeiro jantar, o início do namoro, o casamento, o dia em que começámos a viver juntos, é uma animação), o fim de semana que está quase quase aí será só para os dois, num bom hotel, com spa, piscina interior, campo e paisagens maravilhosas, boa comida e bom vinho (como bons foodies que somos) e muitoooo namoro. Diz que chove para lá de feio por estes dias, mas nem isso afecta os nossos planos a dois. 
Pois então, tenham também um feliz fim de semana, cheio de sorrisos!

11 de janeiro de 2017

Os anos passam

Os anos passam mas as memórias ficam. Nem todas, que há coisas que não vale a pena guardar, nem que seja no canto mais recôndito do nosso sentir. Mas isto porque há dias confrontava-me com fotos de colegas dos tempos de escola, já vai para 20 anos que não vejo algumas daquelas caras, outras um pouco menos, porque nos cruzámos aqui e ali, mas ainda assim, as memórias do que me lembrava eram outras. Não sei se é a vossa experiência também, mas o facebook trouxe-me de volta muitas pessoas desse tempo que agora vou acompanhando: conheço-lhes as casas, os empregos, os filhos, as caras metade, os gostos, os vinhos que bebem, as zangas que têm, o fervor clubístico, as mágoas com a vida e com todos os que não os entendem e não aceitam a sua frontalidade e afins, enfim, o habitual do facebook (e quem sou eu para falar que também por lá ando?). O que sinto é que as mulheres, na sua grande maioria, estão todas com muito  mais estilo, muitas delas bem mais bonitas. Foram-se os cabelos frizzados e de cortes pouco abonatórios, as roupas de gosto duvidoso (os 90 também não foram bonzinhos a esse nível), os óculos fundo de garrafa, alinharam-se os dentes, há muito mais elegância e em alguns casos menos peso. Nos homens vejo o contrário. Menos cabelo, em alguns caso ausência total de cabelo, barrigas proeminentes, peso a mais e até alguma dificuldade em descobrir as caras de outrora. Não é em todos, que também os há dos que ficaram com mais estilo, mais bem vestidos, um ou outro que perdeu bastante peso, mas na sua maioria não. Olho para o que tenho lá em casa, juntos que estamos vai para 14 anos e vejo-lhe a elegância tranquila de quando o conheci, vejo o cuidado na forma de vestir, não há barriga que se veja e apenas os cabelos brancos se têm feito notar, mas nisto do cabelo há coisas impossíveis de controlar. Mas calhou-me um dos que tem algum cuidado consigo, coisa que o facto de ter sido jogador de futebol ajuda, porque lhe ficou um bicho pelo desporto e pelo exercício físico que o vai perseguir para o resto da vida, coisa rara, do que vejo. E eu pergunto-me o porquê de as mulheres enfrentarem o tempo tão melhor do que os homens. O que se passa com os homens que deixam de querer saber de si? 

10 de janeiro de 2017

Sim, também tenho algo a dizer sobre os Golden Globes

Há como não adorar esta mulher? Não só pela actriz maravilhosa que realmente é, mas pela sensibilidade e honestidade emocional com que brinda o seu discurso. 


De resto, quero lá saber dos vestidos (deixo isso para as verdadeiramente entendidas) estou desejosa é de botar olhos em alguns dos filmes que prometem muito como o Manchester By the sea, o La la Land, o Lion e o Monnlight. Isto promete!

4 de janeiro de 2017

Ainda vou a tempo de vos desejar um feliz ano?

Foi um final de ano complicado. Ainda consegui aproveitar o Natal, mas a tosse que se me tinha instalado em inícios de Dezembro não deu tréguas e depois de andar de casa em casa, de terra em terra, a apanhar o frio da noite, a malvada transformou-se numa infecção brônquica aguda que me levou à cama por quase 15 dias. Ser asmática não ajuda e por isso, tive que dizer olá à bomba depois de não nos falarmos há alguns anos. Foram ainda dias e dias sem olfacto, sem paladar e, por isso, sem me perder por qualquer iguaria natalícia, pelo que, vendo pelo lado positivo, devo ser das únicas alminhas que não se queixa dos quilos ganhos após as festas, até porque na verdade perdi dois.Tinha ainda planos maravilhosos para a passagem de ano, com direito a um vestido especial, hotel marcado e tudo e tudo e troquei isso tudo pela minha casa, roupa confortável e sumo de laranja a fazer as vezes de champanhe. A indisposição, a febre e a tosse dantesca foram de tal forma que num destes dias quase corri para casa dos vizinhos para pedir ajuda, tal foi a aflição e a falta de ar. Julguei que me finava ali, de forma tão pouco romântica e de pijama velho. 
Neste momento estou com os costados todos doridos, quando tusso quase faleço e o pescoço não está melhor porque, para ajudar à festa, fiz uma contractura muscular com o esforço da tosse, pelo que, apesar de ter regressado hoje ao trabalho. não estou no meu melhor. Ainda tenho voz de fanhosa, ainda há resquícios de tosse, apesar do antibiótico, da bomba, dos analgésicos e mais mil um medicamentos que me foram prescritos. 
Valeu-me estar rodeada de amor, que é o que se quer e a única coisa que realmente preciso. Fosse eu supersticiosa e teria medo deste 2017 que me conheceu de pantufas, franja despenteada e nariz ranhoso. Mas como não sou, tenho a certeza que será um ano maravilhoso. 

Feliz 2017! Que seja um ano de muitos sorrisos. 

19 de dezembro de 2016

Dos presentes

Quando conhecemos muito bem uma pessoa sabemos perfeitamente o que oferecer. O pior é quando nem dois dias depois de presente comprado, a pessoa insinuar a sua intenção de comprar o mesmo. Foi assim com a prenda do P. para este Natal - bilhetes para o Nos Alive para dia 6. Sábado tive que antecipar o Natal lá em casa (a nossa única regra no Natal é que sejam presentes para nós!), e entreguei-lhe um recado a pedir para tirar os dias 6 e 7 de julho de férias, que nós não caminhamos para jovens e promete-se uma noite em grande, depois os bilhetes. Vacilei tanto entre o dia 6 e o dia 8, mas depois ele manifestou vontade em comprar bilhetes para dia 6 e eu soube que tinha acertado na mouche. Tive imensa sorte com o festival a arranjar-me a solução perfeita para o presente dele, para nós. 

16 de dezembro de 2016

Os gatos, esses seres independentes e traiçoeiros

Maridão esteve fora esta semana toda. O novo emprego levou-o até à Alemanha, país onde já viveu e onde já fomos os dois muito felizes. Chega hoje, perto das 22h e eu estou já a magicar uns petiscos do outro mundo para uma ceia a dois (mais quatro, claro) para matarmos saudades e me contar como correu tudo, com o detalhe que as chamadas diárias não exigem. 
Foi uma semana de muito gato no colo, o que a considerar que sou apenas uma, foi exigente, porque eles gostam todosssss de colo. Tiraram senhas e a coisa correu bem - isto é como quem diz, que vieram dois de cada vez, sempre que um se levantava para fazer algo, outro vinha a correr para ocupar o lugar quentinho. Nunca dormimos com os gatos, o nosso quarto é só nosso, mas como estava sozinha e a empregada só ia hoje, lá os deixei dormir comigo (a verdade é que já não estou habituada a dormir sozinha). Foi bonito de se ver - para eles, que eu não dormi nada de jeito. Ora era o Tobias e os seus seis Kg, que a meio da noite queria festas e se deitava em cima de mim a miar ao meu ouvido e a por a pata na minha cara (seria fofo se não parecesse tortura), ou o Mel, jovem que é, que queria brincadeira com os meus pés, atacando-me sempre que me mexia, em momentos alternados com outros em que acordava com a sua cara linda encostada à minha e um ronron feliz como se não houvesse amanhã, ou a Blue que queria expulsar a malta toda, para ficar comigo só para ela (sou a humana dela, nada a fazer), enroscando-se bem encostada a mim, como sempre adorou fazer. Dona Gata não se fez ouvir e tenho para mim que ficou parte da noite no sofá, para não stressar, que ela é dada a nervos fáceis e a discussões tontas e barulhentas, com direito a perseguições com a Blue (coisas de gatas, há mais de dez anos juntas e continuam a não se poder ver à frente). São companheiros maravilhosos. Não me deixam nunca sentir sozinha, nem mesmo quando quero estar sozinha, como nas idas ao wc, em que, ou deixo a porta aberta para passearem e "conversarem" comigo, ou fecho a porta (quando há mais gente em casa) e ficam do lado de lá a chamar-me. Há sempre um mirone enquanto tomo banho e, enquanto me visto, os rapazes aproveitam para se esticar no chão, a pedir festas, que agradecem com marradinhas que me dão pela casa enquanto corro para tratar de tudo antes de sair, deixando-me cheia de pelos que vou tirando pelo caminho para o trabalho. Eles são mais melosos e sociáveis, dão-se bem como toda a gente, elas são mais autoritárias com os restantes gatos, mais selectivas e querem sempre atenção exclusiva. Já eu, sou uma sortuda por ter estes 4 gatos maravilhosos. 

15 de dezembro de 2016

Até sempre B.

Atordoada que estou com a partida de uma pessoa que não via há alguns anos mas com quem falava por vezes no fb (a última vez foi há menos de um mês, porque ele procurava um gato para os seus pais) e que sempre soube e senti que era alguém genuinamente bom, de sorriso sincero, não consigo deixar de pensar em como passamos a vida agarrados a coisas supérfluas, agastados com discussões desnecessárias, muitas vezes com as prioridades trocadas e com os sonhos perdidos algures no tempo. Vivemos demasiado submissos às obrigações do dia a dia, sem tempo para nós, sem tempo para os que nos são realmente importantes. Estava sozinha em casa (o P. está na Alemanha) e estava a preparar-me para uma noite de séries quando soube e, desde esse momento, só consigo pensar em como tudo pode mudar num minuto e em como devemos viver cada dia como se fosse o último, com gratidão plena por tudo o que temos, amando muito, sorrindo muito e lutando sempre pela nossa felicidade e pelos nossos sonhos.  

Dizia ele que eu era grande, que era uma pessoa excelente, admirava a minha entrega aos animais e a causas, quando ele é que era e eu nunca lho disse, por timidez parva, porque fico sem jeito quando me elogiam, porque achei que tinha tempo... quando o tempo era algo que estava a escassear. Lição aprendida: não deixar nada por dizer, nada por fazer, nada por viver e não tomar nada como garantido.  Escrevo-o em lágrimas, com o coração apertado, mas grata por ter tido a oportunidade de conhecer esta pessoa maravilhosa. 
 

7 de dezembro de 2016

Já aqui me confessei apaixonada por vestidos

E estes três andam mesmo debaixo de olho:




Na loja do costume, Zara.
Como sou uma pessoa razoável, vou escolher um dos três para me oferecer pelo Natal mas só e porque são o tipo de peças que adoro, que são a minha cara e que uso mesmo muito! Mas não fujo à minha regra, comprar uma peça nova implica sempre o desapego de uma que já não uso ou não lhe sinto a falta, que segue para alguém que possa realmente gostar e usar. 

6 de dezembro de 2016

Há coisa de um ano estava eu tranquilamente alapada no sofá em casa quando num momento de preguiça lânguida deixei descair uma mão e apercebi-me que tinha um alto na mama direita. Só o sentia com o braço direito levantado, mas ele estava lá. Algo que não fazia parte de mim e que aparecia numa zona onde todas sabemos que não é de descurar. Só que eu sou péssima com esta coisa da minha saúde e tão mais chata e insistente com a dos outros e andei a adiar, adiar, adiar, até ao dia em que me apercebi que o nódulo continuava lá e que se sentia mesmo sem ter que levantar o braço. Asneiradas mentais à parte, lá marquei consulta com a médica de família, porque tenho uma das (abençoadamente) boas e atentas. Quando lá cheguei, depois de expor a situação, foram duas as médicas a apalpar-me e a passar logo os exames necessários, aconselhando sítios da sua confiança onde os poderia fazer. Bem comportada, lá fui eu fazer a eco mamária e a mamografia e vim de lá com os cabelos a quererem por-se-me em pé, depois de me dizerem que provavelmente teria que ser operada. Chegada a casa, vai de espreitar o relatório só porque sim e como não percebia nada daquilo, fui ao google, esse senhor sabe tudo, para perceber melhor. Ora acontece que estes exames podem dar origem a uma escala, a BI-Rads, que vai do zero ao cinco e eu estava ali no 4, ainda que no 4A. E o que diz o 4A? 

Categoria 4A: nessa categoria incluem-se lesões que necessitam de intervenção mas cujo grau de suspeição é baixo. Aí estão os cistos complicados que necessitam de aspiração, as lesões palpáveis sólidas, parcialmente circunscritas, e que o ultrassom sugere tratarem-se de fibroadenomas, ou um abscesso mamário. O seguimento dessas lesões pode mostrar um diagnóstico anátomo-patológico adicional comprovando malignidade, ou um seguimento semestral benigno.

Ainda assim, optimista como sou, guardei as preocupações para depois de falar com a minha médica. Quando mostrei os exames, novamente duas médicas, que só me diziam: "Tenha calma, que pode não ser nada". Aí comecei a preocupar-me verdadeiramente. Disseram que me enviariam para o hospital da cidade, mas que gostavam que eu tivesse um diagnóstico mais rápido e que fosse logo à Fundação Champalimaud.  Aqui só aceitam casos que podem de facto ser de cancro e depois de mostrar os exames e o relatório lá fui aceite. No dia da consulta o P. foi comigo, ambos certos de que tudo iria correr pelo melhor. Já me bastava a luta contra a endometriose, essa cabra que me tem atirado para camas de hospital vezes demais, não iria ganhar mais uma mazela. 

A fundação está num edifício espectacular, moderno, à beira rio, com uma vista fantástica e um jardim interior magnífico, tudo muito claro e muito clean, tudo a contrastar com o peso que senti na sala de espera, onde havia pessoas em fase de tratamento contra o cancro, onde a tristeza é uma constante e por vezes a esperança já não brilha no olhar. Mentalmente imaginei-me a passar por tudo - como não imaginar se eu estava ali com a possibilidade de ter cancro? - e o que mais me pesava no momento? Ter que contar à minha família se se confirmasse. Só o P., o meu irmão, cunhada e uma das minhas irmãs sabiam o que se estava a passar e ainda hoje, só eles sabem.  Isto porque, felizmente, na FC fizeram novos exames e consideraram que nesta fase, tem todas as características de benignidade, mas recomendaram consultas semestrais para fazer o acompanhamento, até porque, além do que se sente, encontraram outros nódulos. Por sorte e com estes exames e historial consegui, na consulta da endometriose que faço também semestralmente, que me passassem para a consulta da mama no Hospital de Santa Maria. Brevemente farei nova eco e em finais de Janeiro lá estou eu para mostrar as mamas. À endometriose junta-se mais esta rotina semestral, mais consultas, mais exames chatos, mas sei que estou bem acompanhada, num hospital onde só tenho coisas boas a dizer. O que vier virá com alguém deste lado sempre pronta para vencer qualquer batalha. Porque a escala BI-RADS pode mudar novamente. Mas eu acredito sempre e só em finais felizes.  

Tudo isto apenas para lembrar, a quem está desse lado, que é importante estarmos atentas ao nosso corpo, é importante identificar cada mudança, é importante apalpar as nossas mamas regularmente e, acima de tudo, não descurar a nossa saúde. Não se fiem nas estatísticas, nos ditos grupos de risco, nas idades que estabelecem, não se limitem a um não quando algum médico vos recusa um exame e não se sentem realmente bem - peçam segundas opiniões, informem-se.  Cuidem-se como devem e como merecem. 



5 de dezembro de 2016

Não contribuí para o Banco alimentar contra a fome

Talvez pela primeira vez em anos, desde que me lembro. Mas porque contribuí para outras causas, duas delas mais locais e por isso menos conhecidas. São duas instituições sociais da cidade onde trabalho, cuja recolha, ainda a decorrer, incide em produtos essenciais e que nós, no nosso dia a dia até nos esquecemos do que seria a nossa vida sem os mesmos. Não falo só de comida, mas de produtos de higiene, indispensáveis para o nosso bem estar. Enchi um saco com embalagens de pensos higiénicos e produtos de limpeza. E ainda papas lácteas, kg de arroz e paletes de leite. Quero ainda comprar materiais para a escola: cadernos, canetas, lápis...coisas tão simples e tão acessíveis para mim, quanto inacessíveis a quem mais precisa e para quem todo o incentivo é importante para dar continuidade à sua formação. 
Brevemente vai haver uma recolha de livros em segunda mão para venda, cujos valores revertem para uma associação animal e eu juntei já mais de vinte livros para doar, entre livros que me ofereceram e que não têm anda a ver comigo, livros que li e que não me marcaram e livros que não sei sequer como foram parar lá a casa, é sempre uma forma de ajudar. Enchemos ainda três sacos de roupa boa do P. que ele não usa e doámos à Igreja.
Na semana passada seguiu a nossa prenda para os Anjinhos de Natal, cuidadosamente comprada, embrulhada e enviada com a esperança de dar alguma alegria ao Anjinho que me calhou, o S. e fiz ainda um pequeno donativo para a fundação do Gil. Sou grata por tudo o que tenho, sou grata por poder ajudar. 
As causas são mais do que muitas e as necessidades maiores do que possamos imaginar. Escolham causas que vos tocam no coração, sejam elas de ação junto de pessoas ou de animais. Escolham causas mais conhecidas ou causas locais, instituições pequenas em dimensão e fama, mas grandes em papel que desempenham, que são as que muitas vezes mais precisam. Seja em dinheiro, em roupa que não precisam, livros, bens alimentares, o pouco que vos possa parecer, é sempre maior aos olhos de quem recebe. Escolham alegrar o Natal de quem mais precisa e vão ver como alegram o vosso coração também.

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Sou uma pessoa de celebrações, de datas especiais, de reviver momentos importantes na minha vida, daqueles que nos mudam, que nos ajudam a seguir novos caminhos, a esquecer o que para trás ficou. Por vezes são momentos tão aparentemente simples, como profundamente importantes, são aquele pequeno clique no passado que nos permitiu chegar ao presente. Olho para trás e vejo como tudo poderia ter sido tão diferente e celebro o facto de cada momento da minha vida ter decorrido exactamente como decorreu para ter chegado ao aqui e ao agora. Hoje celebro os 14 anos do primeiro encontro que tive com o P. Aquele mágico encontro, do qual recordo cada detalhe, cada palavra, cada sorriso, sem sabermos ainda que estávamos prestes a arrancar numa dança que é perfeita a dois. São 14 anos que passaram a correr, de meninos a crescidos e tem sido tanto o que temos aprendido e tanto o que temos partilhado...
Não deixem que vos façam acreditar que a paixão acaba e apenas fica o amor, não deixem que vos digam como e o que devem sentir. As borboletas na minha barriga continuam a saltitar, como quando era aquela menina de 24 anos e o meu coração pulava de alegria quando me cruzava com ele nos corredores do trabalho ou quando ele sorria para mim sem que ninguém se apercebesse da cumplicidade que aquele sorriso me transmitia. E tudo é tão melhor agora que nos conhecemos no silêncio, que nos compreendemos sem termos sequer que falar, que não permitimos que as diferenças nos afastem. Os anos passam, mas eu nem dou por eles, certa de que nos conhecemos há mil anos e que mil anos temos pela frente.  

30 de novembro de 2016

Filmes de fim de semana

Estes foram vistos no fim de semana passado, aproveitando as minhas maleitas e a vontade de ficar alapada no sofá, debaixo de mantas. Bem sei que ando atrasada no que aos filmes diz respeito, mas mais vale tarde do que nunca. 
Ambos são o tipo de filmes que gosto, porque me tocam, porque marcam, porque mexem comigo, porque quebram barreiras, por razões completamente distintas:

O primeiro, Room, a desconcertante e claustrofóbica história de uma jovem raptada e mantida em cativeiro (a lembrar tantas histórias dolorosamente reais), num quarto minúsculo, escuro, feio, tendo tido um filho durante esse tempo (não me adianto muito porque não quero spoilar!). As interpretações deste filme são absolutamente fabulosas e o facto de me ter deixado sem ar e desesperada em alguns momentos, é reflexo de como está, para mim, tão bem conseguido:


Já conhecia a Brie Larson e já a achava fantástica, mas o pequeno Jacob Tremblay é fenomenal e profundamente emotivo, essencial para o sucesso deste filme. 

O segundo, caso Spotlight, baseado numa investigação, toca pela dura realidade dos escândalos da igreja, tão forte e frequentemente abafados pelo seu poder e pela sua tão extensa rede que vai muito para além da mesma. Os números são absurdamente elevados no que respeita a casos de pedofilia, investigados só na cidade de Boston, fazendo prever uma extensão monstruosa do que se passa nos EUA e no mundo. É um filme de interpretações, mas também de histórias de persistência, de procura pela verdade, de um jornalismo de investigação como não se vê por cá e que eu adoraria ver: 



Bom feriado - que seja maravilhosamente bem aproveitado:-)

Então e essas black fridays e cyber mondays, que tal?

Confesso que o simples facto de saber que havia promoções e saldos me pôs a milhas de qualquer loja física ou centro comercial. Sou das que gosta de ir com calma, com as lojas arrumadinhas e não em modo feira, sem filas para pagar (já desisti várias vezes de peças que queria mesmo depois de vislumbrar uma fila a dar a volta à loja) e sem tresloucados a empurrar os cabides na nossa direção. Ou seja, gosto de compras, que gosto, mas detesto confusões. Vai daí que passei os 4 dias de black com cyber e afins longe de lojas, mas atenta aos sites e sobretudo atenta se as ditas promoções eram isso mesmo ou um engodo para quem está menos atento aos preços. Queria ainda aproveitar para tratar de alguns presentes (embora já estejam quase todos comprados) e queria muito uma camisola que andava a namorar, mas que às 7h e tal da manhã já estava esgotadíssima no meu número. Acabei por comprar apenas este vestido na mango, que é talvez a minha loja de eleição, de há anos e anos:

20% de desconto e pronto, fiz a festa com uma das peças que mais me caracteriza, os vestidos (nunca são demais). Ontem tinha uma mensagem da Sephora a indicar 20% de desconto, o que a acrescer 25% de descontos em coffrets, me permitiu comprar ainda mais dois presentes e poupar 20€. Até dia 16 mantém o desconto de 20% para quem recebeu a mensagem, por isso ainda vou aproveitar e tratar de mais uns presentes por lá. Outros serão presentes de produtos mais típicos: doces, vinhos e outras delícias, embrulhados em celofane, em modo cabaz (eu cá adoro receber cabazes!). Já faltam poucos, mas só sossego quando os vir a todos embrulhadinhos e prontos a seguir. Depois é tratar da organização das festas, pensar nos detalhes e afinar as cordas das guitarras e vocais - sim, quer do meu lado, quer do lado do maridão, Natal implica sempre muitas cantorias e muitos sorrisos. São sempre natais felizes, junto dos nossos, o que realmente importa. 
Boas compras para os que estão desse lado!

29 de novembro de 2016

E desse lado, já montaram a árvore de Natal?

Tinha decidido não fazer árvore de Natal, à semelhança do que aconteceu no ano passado, certa de que a chegada do Mel a esta família não se coadunava com um elemento gigante (aos olhos dele), carregado de bolas e fitas coloridas, anjinhos e bonecos de neve e toda essa panóplia típica e que eu adoro, mesmo a pedir um salto encarpado e um trambolhão monumental. O Mel saiu da rua com sete meses, estava mais do que habituado a árvores e a brincar com tudo o que lhe aparecia à frente (pelo menos antes de ficar tão doente), por isso no ano passado limitei-me a tratar da árvore da casa da família, que fica sempre a meu cargo e deixei a minha guardada no sítio de sempre à espera de dias mais tranquilos e menos brincalhões. 
Ora acontece que eu adoro o Natal e tudo o que o mesmo implica: as casas enfeitadas, os tons quentes, os festejos, as músicas típicas...talvez por ter tido uma infância complicada, mas em que o Natal significava união, a família junta, as minhas idas ao Alentejo para abraçar a minha querida avó e que ainda hoje tanta falta me faz. Lembrei-me então que tinha uma mini árvore de Natal a ganhar pó e por isso decidi fazê-la, em cima de um móvel, com poucos enfeites (de tão pequena não dá para muito mesmo), para manter a tradição de alguma forma - a verdade é que nunca festejo o Natal na minha casa, porque nos dividimos entre a minha família e a do P., mas ainda assim faço sempre questão de a adornar. 
Dom Mel ficou doido. Começou a ver bolas coloridas e os seus olhos até brilharam. Andou o tempo todo de volta de mim e, assim que terminei o meu trabalho, voltei-me para o apreciar  - isto foi o que encontrei:





Não foi grande trabalho, na verdade, a maioria dos meus enfeites, que adoro, não ficariam bem em algo tão pequeno e por isso não saíram das caixas)  Coloquei ainda um candeeiro daqueles baratuchos ali para tentar impedir o acesso e ele aproveitou para se "camuflar"... Vamos às apostas? Quem acha que ainda está de pé? :-) 

27 de novembro de 2016

Bem que gostava que tivessem sido dois dias cheios de glamour

Mas foram dois dias de mantas, sofá, chá de gengibre e gatos no colo. Ter um problema de saúde também é ter dias maus (felizmente muito esporádicos), em que as dores não me deixam vontade para mais do que enrolar-me no meio do mimo que os meus me dão. O lado bom é que deu para por alguns filmes que tinha em lista em dia e a comida, preparada por ele foi, como sempre, maravilhosa. 

Que a vossa semana seja feliz, cheia de sorrisos!

24 de novembro de 2016

The winter is coming

Entre 2º a 5º graus na viagem para o trabalho a sul e sabem que mais? Adoro. E agora com licença que hoje vai ser um dia longooo, mas longoooo.