24 de março de 2017

Este mundo em que vivemos...


Destas duas imagens, a de baixo tem estado a correr mundo, referindo a muitas vozes que a mulher que segue com o telemóvel na mão é indiferente ao terror que se está a passar. Como se não quisesse saber. Eu vejo uma mão a tapar a visão periférica de alguém que muito possivelmente teria que passar ali, mas a quem custava sequer ver o que estava a acontecer. Não a condeno. Tenho um estômago para lá de potente, sei que se estivesse ali ajudaria quem pudesse como pudesse, mas venho de uma família de pessoas mariquinhas sensíveis capazes de desmaiar ao primeiro pingo de sangue (true story). Ontem, a imagem de baixo proliferava já pelo facebook fora, incitando palavras e sentimentos de ódio. Hoje surgiu, no mesmo contexto, a imagem de cima. Felizmente. Se for um caucasiano já ninguém diz nada, mas pelo menos mostra reacções comuns, independentemente da etnia, religião ou género. Da minha parte, como mulher ocidental, lamento por todos os inocentes que sofrem palavras e actos de ódio por esse mundo fora...

22 de março de 2017

Sim, também tenho uma espécie de opinião sobre amamentação

Mas tu não és mãe, dirão alguns. Mas sou mulher, sou tia, sou irmã bem mais velha e apetece-me partilhar o que me vai na alma. 
A minha mãe não me amamentou, numa altura em que, felizmente, não lhe caiu ninguém em cima, culpando-a impiedosamente do facto de eu, simplesmente, ter recusado o seu leite, quer era fraco e insuficiente. Outros tempos. Felizmente não cresci burra que nem uma porta ou carregada de problemas de saúde e o laço estabelecido com a minha mãe está mais para corda de ferro do que para  fita de cetim. A minha mãe não me deixou dormir no quarto dela até eu querer, muito menos na sua cama  - não me lembro sequer se alguma vez dormimos juntas, embora seja possível que sim. A minha mãe deixou-me inúmeras vezes na casa dos meus avós, desde bem pequenina, sobretudo nas férias, quando ela ainda não as podia tirar. E que férias felizes e vínculos profundos estabeleci eu com a minha avó, a quem ainda hoje lhe sinto a falta. E sabem que mais, a minha mãe é a melhor, a mais querida, a pessoa que melhor me conhece e a minha melhor amiga. Aquela a quem confio tudo, mas mesmo tudo, aquela que sei que me dirá sempre a verdade, por mais crua que possa ser. A minha mãe ensinou-me valores profundos e honestos, deu-me das mais valiosas lições de vida e de amor, quando contra tudo e contra todos se divorciou do meu pai e fez de tudo para que nunca nos faltasse nada - e se me faltaram algumas coisas (houve alturas em que a comida não abundava e a roupa muito menos), não me faltou nunca amor, carinho, tempo e compreensão. Falamos a toda a hora, sobre tudo e sobre nada e estamos agora naquela fase em que já invertemos um pouco os papéis, em que me sinto irremediavelmente atenta a todas as questões de saúde. A lei da vida, dirão uns, uma valente treta digo eu, que sou dada a preocupações fáceis no que diz respeito aos que amo. 
E porque resolvi eu hoje escrever sobre isto? Porque numa altura em que se fala muito da amamentação, do co-sleeping e de mais umas quantas questões que me devem estar a passar ao lado, eu diria que o mais importante é que cada família tome as suas decisões em consciência com as suas necessidades, mas não esquecendo nunca de pensar no futuro, no crescimento, no desenvolvimento dos seus petizes e das suas relações. Mas cada um sabe de si e nestas questões eu acho que se deve, acima de tudo, respeitar as opções dos outros. O problema é que o que vejo são algumas mães adeptas do co-slpepping "até eles quererem" e que amamentam os filhos até aos 37 meses e meio (e que sim, muitas delas falam por meses até idades mais crescidas) a criticar profundamente as mães que não o fazem. E mesmo não sendo mãe e não fazendo eu a mínima ideia do que faria no meu caso (uma coisa é o "suponhamos" outra é a realidade, não vou estar aqui a dizer que eu faria assim, quando sei que a realidade nos troca as voltas) fico de cabelos em pé de cada vez que vejo essa crítica, muitas vezes nada velada. Ainda há dias, num grupo de vegetarianos no facebook uma mamã dizia que por razões alheias à sua vontade, teria que deixar de dar mama ao seu filhote de 11 meses e pedia sugestões sobre o que dar, como dar, enfim, aquelas coisas que eu acho que não devem ser perguntadas em grupos muitas vezes cheios de pessoas extremistas e julgadoras de todos os que são diferentes de si. Mas adiante, quem nunca? Ora bem, podem imaginar a quantidade de mães que em vez de ajudarem, julgaram, criticaram, falaram dos seus exemplos de mães amamentadoras até idades bem acima dos onze meses. Em vez de orientarem uma mãe que se notou nas suas palavras que se sentia sem chão por não ter alternativa, fizeram com que se sentisse bem pior e arranjaram mil e uma razões para ela não deixar de o fazer, mesmo não sabendo a causa (que só à própria diz respeito). Isso mexe-me com os nervos, dá-me ânsias assistir à facilidade com que se abala uma pessoa, sobretudo não se sabendo nada da sua vida. 
Mais do que filhos dependentes, como muitos referem, por vezes preocupa-me que esteja aí uma geração de mães extremamente dependentes dos seus filhos e que podem vir a sofrer quando eles crescerem e abrirem as suas asas para voar, algo tão natural quanto inevitável e que é desejável que assim seja. Para além disso, acho que falta muita tolerância face à diferença. Quem somos nós para nos achar o melhor exemplo de todos? E para julgarmos a vida dos outros à luz da nossa realidade? Amamentem enquanto puderem e onde quiserem e desfrutem dessa fase, mas não se sintam culpadas se por alguma razão não o puderem fazer tanto quanto desejariam. Decidam o que é melhor para a vossa família sobre as dormidas, tudo ao molho na mesma cama, ou nos seus quartinhos a partir dos seis meses. Acima de tudo, respeitem as vontades e escolhas dos outros - respeitar não é concordar, mas sim aceitar que cada um é decisor das suas vidas com base em muito mais do que aquilo que possamos pensar que sabemos. E sejam felizes com as vossas decisões - essa felicidade é sentida por aqueles que vos rodeiam ;-)

21 de março de 2017

Comprinhas

Andava há algum tempo à procura de um casaco destes. Já tinha experimentado vários, em todas as lojas e de vários preços. Andava a namorar este no site da Zara, mas com um receio tremendo de o comprar e depois não gostar de me ver. Depois, o dilema do tamanho, que na ZARA me é sempre um S; mas uma pessoa sabe lá se e não me apetecia arriscar, já me deixei destes devaneios impensados. No site dá para ver em que lojas há e quais os tamanhos disponíveis em cada uma delas, mas foi uma autêntica caça aos gambuzinos, com o site a dizer-me que havia na loja x e depois eu chegava lá e nada. Até que um dia, por acaso, fui almoçar com o maridão em dia de trabalho ao shopping da cidade e dei um pulinho na loja, só por puro descargo de consciência e certa de que já estava perdido para sempre. A sério, a ZARA tem uns cinco modelos diferentes deste género, mas nenhum deles me ficava exactamente com eu idealizava. E lá estava ele, lindo, maravilhoso e perfeito. Infelizmente era um XS e embora me servisse, não dava para apertar na perfeição. Disseram-me que no dia seguinte teriam S, mas que tinha que ligar de manhã a reservar. E em boa hora o fiz, porque quando cheguei para me alapar a ele para sempre, já não havia mais S, tinham voado todos enquanto o diabo esfregava o olho. Adoro-o, cai super bem e tem feito imenso sucesso. Uma relação para durar! 



20 de março de 2017

Insta*moments

Sem tempo para muito mais do que escrever apenas algumas linhas, ficam aqui algumas fotos aleatórias dos últimos dias:

 Passeios pela mágica Sintra, local onde não nos cansamos de voltar. Depois de um maravilhoso almoço entre amigos, na Ericeira, fomos literalmente encher-nos de queijadas maravilhosas, até rebolarmos.
 Dom Mel tem andado doentinho. Vai ser sempre frágil e sujeito a toda e qualquer doença. Depois de chegarmos do Vet, não desperdiçou a oportunidade de receber mimo, que retribui sempre da forma mais doce.

 Por outras paragens, esta a norte do Sado, onde há tantos e tão maravilhosos restaurantes. Comi umas ovas que me encheram as medidas e os desejos. 

 Tobias aproveita cada bocadinho de sol que nos entra pelas janelas. 

 Depois de quase um ano de corte de cabelo acima dos ombros, cá está ele bem grandão. Adoro variar e com não pinto (para além de achar que faz muito mal ao cabelo, tenho a sorte de não ter cabelos brancos) não sou capaz de ter o mesmo corte durante muito tempo. Hoje está assim, amanhã quem sabe!

 Sextas, sábados e domingos têm sido, obrigatoriamente, dias de ténis. Depois dos gazelle verde água, estes são a minha mais recente aquisição, tb eles a um preço para lá de simpático.

Para pessoas distraídas como eu e porque não só de agendas se faz a planificação no dia a dia, aqui fica um dos meus blocos fofinhos que me ajuda a organizar as prioridades, para que nada fique por fazer. 

E com isto, boa segunda-feira, boa semana e boa primavera! Que seja de muitos sorrisos e dias de sol coloridos.

13 de março de 2017

Filme do fim de semana

Estamos há algum tempo para ver o Manchester by the sea, mas a verdade é que este fim de semana não estávamos para aí virados e acabámos por escolher o Hacksaw Ridge, do Mel Gibson. Depois do Lion, que adorei e que me fez amuar com os óscares deste ano, estava mais voltada para algo com a tónica da 2.ª Guerra mundial, tema que mexe sempre com alguma parte do meu ser. Este filme não foi excepção. Transporta-nos para aqueles momentos quase esmagadores de uma violência terrífica, daquela capacidade corajosamente insana de ir em frente, a caminho da morte, da dor e da destruição, numa chuva de sangue e som que me dá a volta aos nervos. E no meio de tudo, a história verídica de um rapaz que, levando a sua fé e a sua bíblia, resolve alistar-se e partir para o Japão (após o ataque a Pearl Harbour) não para matar, mas para salvar. E mais não conto, porque não quero spoilar um filme que, para mim, vale tanto a pena, sobretudo pela mensagem que encerra em si. Recomendo. 





6 de março de 2017

Sou só eu?

Depois de anos da minha vida a usar lentes de contacto mensais, há uns anos atrás, quando fiquei desempregada, ainda que por pouco tempo, resolvi regressar aos óculos. A verdade é que a dependência das lentes piorou e muito a minha visão e o facto de ter voltado aos óculos, que só uso para conduzir, ver televisão, reuniões, fez com que melhorasse. O olho é um órgão cheio de preguiça e quanto menos trabalho lhe damos, menos ele quer trabalhar. Vai daí que agora só ando de lentes quando estou de férias e nos fins de semana, quando me apetece apreciar as vistas e não andar com os óculos atrás. Ora isto faz com que use lentes das diárias, na loucura, umas três/quatro vezes por mês, o que para mim é trágico, na hora de tirar as lentes. E porquê? Porque de tão automático me é o gesto que por mais do que uma vez dei por mim aflita, que não conseguia tirar as lentes, que as ditas se me tinham colado ao olho, que a desgraça tinha caído nos meus olhos e agora o que faço eu, que não encontro a lente...E, adivinhem? Pois claro que sempre que tal acontece e não as encontro é porque efetivamente elas não estão lá, tendo sido retiradas e deitadas fora com tal agilidade que nem me recordo do feito. Há uns meses a coisa foi de tal forma que andei com os olhos sensíveis dias e dias. Um disparate, que pode levar a verdadeiras lesões. Agora deixo sempre a embalagem vazia na casa de banho e quando retiro as lentes coloco-as lá e lá as deixo ficar de um dia para o outro, para que se me der a travadinha durante a noite, ao acordar e achar que não as tirei (true story) confirmar que já o fiz. Diga-me, pessoas deste mundo que usam lentes de contacto descartáveis, sou só eu que de vez em quando quase vazo um olho?  

1 de março de 2017

Não percebendo eu nada de moda

E deixando isso dos post's sobre vestidos para as verdadeiramente entendidas no assunto, digo-vos que, para mim, a Taraji (que eu amo de paixão no Empire) e a Viola (que é só para lá de maravilhosa) mostraram a praticamente todas as outras, como é que se faz para brilhar. Para mim, estão perfeitas: vestidos, jóias e cabelos.  




Longe vai o tempo em que em dia de óscares já tinha visto os filmes todos e conhecia de cor todo o elenco e parte da ficha técnica, a banda sonora e afins, o que me fazia ter uma listinha do que queria que vencesse aqui e ali. Uma pessoa envelhece cresce e depois é isto, anda a perder passo e a cerimónia deixa de ter o mesmo impacto. Este ano ainda só consegui ver alguns dos filmes, sendo que não vi ainda os mais falados. Para mim, até ao momento, destaco o Lion que me tocou profundamente e que encerra em si uma lição tão bonita - a do amor materno que se constrói no coração. Amuei um pouco porque não ganhou nada, mas adiante, ganhou espaço na minha memória dos filmes tocantes. Este fim de semana irei ver o Manchester by the sea e o Moonlight, sobre os quais tenho elevadas expectativas, aqui me confesso.  E já se sabe que nestas coisas, as expectativas podem ser tramadas...a ver vamos. 

23 de fevereiro de 2017

Ainda sobre as obras em casa

Ora depois de uma semana dedicada à total remodelação da casa de banho (e que espectáculo ficou, era capaz de passar horas dentro da cabine de duche) seria de esperar que me desse a vontade de parar por uns tempos, certo? Não. Pois que fiquei cheia de comichões com o nosso "quarto de vestir" que gostava de transformar em closet. Há quem diga que já o é, porque se trata de uma assoalhada onde efectivamente temos a nossa roupa, sapatos, roupa da casa e acessórios mil, mas não está como eu quero, por isso chamo-lhe um muito mais terreno quarto de vestir. Por isso, agora vou pedir orçamentos para me fazerem algo à medida e para poder transformar aquela assoalhada, por vezes muito menos organizada do que gostaria porque calhou aproveitarmos para arrumação cómodas e guarda-fatos que não têm nada a ver entre si e alguns que não se revelaram nada práticos para o que pretendemos. Pensei que o homem ia dizer, como diz há anos, que está bem assim, que não vale a pena mas, surpreendentemente, disse-me para tratar disso (tenho para mim que acha que, por ser eu a tratar, vou simplesmente deixar a coisa arrastar, mas está muito enganado que eu até já tenho contactos para irem lá a casa orçamentar a coisa). Closet, aqui vou eu!  

Algo assim deste género para me ocupar uma parede inteira é coisinha para me deixar feliz da vida. 

22 de fevereiro de 2017

Por vezes há males que vêm memso por bem

Na terça-feira estava em Setúbal, como em muitos dias da minha vida, a trabalhar numa empresa cliente. Tinha chegado às 7h45, hora a que ainda não havia praticamente ninguém no edifício e fui para a sala onde trabalho, tranquila da vida, para dar início ao meu dia. Sabia do incêndio que tinha havido na SAPEC, a poucos km da zona, mas a nuvem que já se via parecia estar afastada da minha zona. Por volta das 8h30 é habitual começar a escutar os sons naturais de uma empresa a acordar, as pessoas a chegarem, a passarem pela minha porta e, nesse dia, nada de nada. Foi quando fui avisada de que estávamos a ser evacuados e tínhamos que sair. Num segundo arrumei as coisas e pedi ao P. que está aqui perto, para me vir deixar o carro para eu poder ir para casa. Estive na rua uns minutinhos apenas e foi o suficiente para ficar com um ataque de asma. Ora há mais de dez anos que eu, limpinha que estava, não tinha sequer bomba comigo. Mas em dezembro fiquei com uma infecção respiratória do pior o que me obrigou a ter novamente a dita. E em boa hora. Na terça feira parei o carro a caminho de casa, cheia de dores no peito, cheia de tosse, cheia de pieira. Se não tivesse ficado doente, poderia ter sido uma das pessoas a ir parar ao hospital. E porque acredito que há males que vêm por bem, só posso agradecer a malvada da infecção que me pôs de costados na cama por uns bons dez dias. Por isso acredito que às vezes coisas menos boas acontecem, para dar lugar a outras, mas precisamos sempre de alguma distância para o poder compreender. Bomba comigo? Check! Melhores amigas, como dantes. 

15 de fevereiro de 2017

E que tal essas obras em casa?

Aquele amargo momento em que uma pessoa (neste caso duas) se põem com obras, obras essas planeadas há muito tempo e finalmente idealizadas e contratadas e quando chegam a casa, no meio do pó, do caos, dos materiais, de não encontrarmos nada, de passar tudo o que está numa assoalhada para outra, de gatos a quererem explorar, de tão curiosos que são, só nos apetece voltar atrás e desistir daquilo tudo. Não fosse termos um buraco no lugar da banheira e loiças de casa de banho espalhadas pela casa e um espelho gigante depositado no chão em pleno hall e não sei não. E a quantidade de coisas que uma pessoa guarda na casa de banho? Senhores, aquilo é um poço sem fim de cremes, cremezinhos, maquilhagem sem fim (e eu que só uso rímel no dia a dia), produtos para celulite, para as estrias, para as borbulhas (devo ter tido uma nos últimos cinco anos, mas adiante), para as manchas e o diabo a sete, escovas para enrolar, escovas para alisar, escovas só para pentear de tamanhos diferentes, umas para ter sempre a uso, outra para guardar na carteira ou para ir de viagem, ferros para o cabelo (sim, ferroS), cremes para a barba e after-shaves e essas coisas cheirosas, cremes para a pele seca, para o verão, para quando faz vento, perfumes, amostras de tudo e mais alguma coisa, máscaras para o cabelo, para as diferentes etapas do tratamento que estou a fazer, mais os óleos para o cabelo, os cremes de pentear e águas micelares? Cremes de dia, de noite, ...Digam-me, sou só eu? É que vou aproveitar esta fase para fazer uma limpeza geral. Já o tinha feito a uma parte dos produtos, deitando fora todos os de cabelo abertos e sem uso há tantos meses que nem os consigo contar. Sou um bocadinho muito viciada nestas coisas, adoro produtos de beleza, mas depois uma pessoa entra no exagero de ter tanto que às tantas não usa nada.   Por isso, à semelhança do que pratico com a minha roupa, tudo o que realmente não uso, vai à vidinha. Hoje chegamos já com a obra feita (assim o esperamos, mas eu não sou muito crente do cumprimento do plano de obras...) e passamos à parte das limpezas. Ainda vou ter muito que penar até ter as coisas como quero. Mas depois, a recompensa e uma cabine de duche para lá de maravilhosa (excelente para banhos a dois ;-)) e uma renovação que há muito queríamos fazer. 

14 de fevereiro de 2017

Produtos e produtinhos

Já há muito tempo que escrevo por aqui sobre esse flagelo que são as manchas na cara, coisa de que padeço há uns anos. Já experimentei imensos produtos, dos mais caros, aos menos caros, todos eles com o mesmo resultado, ou seja, nenhum. No verão é quando as malandras se notam mais, ainda que eu não saia de casa sem um factor de protecção 30 na cara e que seja do mais cuidadoso que há na praia. No ano passado, em Setembro, fui à dermatologista, por conta de um outro problema (um sinal que tinha que ser removido) e ela falou-me no sérum white objective da bioderma, da linha com o mesmo nome, mas recomendou que não começasse logo em setembro, porque ainda ia fazer férias na praia e convém usar numa altura em que não se apanha sol. Estava quase esquecida do assunto quando numa ida à farmácia dei de caras não só com o sérum, mas com toda uma gama: creme de dia, stick corrector, água micelar. Para já trouxe já o sérum de noite, o que foi aconselhado pela dermatologista, que não já sou moça dada a crenças fáceis nestas coisas, depois de experimentar tudo e mais alguma coisa. O sérum aplica-se na pele limpa (eu limpo com água micelar da Vichy), antes do creme de noite. Devo estar a usar há coisa de pouco mais de um mês e claro que não tenho ainda feedback. O sol não tem sido abundante para estes lados e no inverno as manchas praticamente não se notam, mas a ideia é continuar a usar. Eventualmente quando acabar a água micelar que tenho lá por casa, comprarei a desta gama, quem sabe potencie a coisa.

 Numa ida à the body shop, para comprar desmaquilhante, saí de lá com este gel com efeito de peeling (sou o sonho de todas as vendedoras. quando dei por mim a senhora estava já a aplicar-me o produto nas mãos e depois de ver os efeitos, senti-me rendida). Usa-se duas vezes por semana e uma leve massagem permite limpar a pele, retirando as células mortas. Estou a usar há duas semanas e para já a gostar bastante. Gosto muito da body shop por todo o seu conceito, sendo que as manteigas de corpo são das minhas melhores aliadas para combater a pele seca e têm sempre um cheiro para lá de maravilhoso. 
   Comprei ainda este creme da Avene, marca de que gosto bastante, mas ainda não comecei a usar, por estar a terminar um outro. Uso creme anti rugas desde os vinte(s), não sem me escapar ao gozo de algumas amigas que me achavam uma exageradona, mas que agora me devem compreender. O que é certo (coincidência ou não) é que nunca ninguém me dá a idade que tenho e o que é certo também é que gosto de cuidar de mim, de me mimar, de comprar produtos bons. Já no meu cabelo procuro dar-lhe só do melhor e ando há uns tempos a fazer um cronograma capilar com efeitos muito bons. E o que é isto do cronograma capilar? Bem, basicamente é um calendário de tratamento do nosso cabelo, com fases para hidratação, nutrição e reconstrução e produtos específicos para cada uma destas etapas. Não é que aparentemente precise, mas a verdade é que tenho feito um a dois alisamentos por ano e o cabelo precisa de se regenerar. Mas sobre o cronograma capilar escreverei depois. Ainda preciso de entrar bem no esquema para poder escrever com propriedade. 

*Post escrito sem parcerias, apenas com base no que uso e na minha experiência, sim? :-)

10 de fevereiro de 2017

Pois que estou de volta...

Têm sido semanas intensas de trabalho, com muitas viagens pelo meio, com fins de semana extremamente ocupados, com pouco tempo para mim, para os meus livros, com pouco tempo para nós. Não me queixo, gosto da exigência dos horários, dos prazos, das responsabilidades, mas sabe bem a tranquilidade de não olhar para o relógio, de não ter o despertador a tocar a horas insanas. Por isso e em jeito de celebração dos 14 anos de namoro que entretanto comemorámos (sim, por aqui comemora-se o primeiro jantar, o início do namoro, o casamento, o dia em que começámos a viver juntos, é uma animação), o fim de semana que está quase quase aí será só para os dois, num bom hotel, com spa, piscina interior, campo e paisagens maravilhosas, boa comida e bom vinho (como bons foodies que somos) e muitoooo namoro. Diz que chove para lá de feio por estes dias, mas nem isso afecta os nossos planos a dois. 
Pois então, tenham também um feliz fim de semana, cheio de sorrisos!

11 de janeiro de 2017

Os anos passam

Os anos passam mas as memórias ficam. Nem todas, que há coisas que não vale a pena guardar, nem que seja no canto mais recôndito do nosso sentir. Mas isto porque há dias confrontava-me com fotos de colegas dos tempos de escola, já vai para 20 anos que não vejo algumas daquelas caras, outras um pouco menos, porque nos cruzámos aqui e ali, mas ainda assim, as memórias do que me lembrava eram outras. Não sei se é a vossa experiência também, mas o facebook trouxe-me de volta muitas pessoas desse tempo que agora vou acompanhando: conheço-lhes as casas, os empregos, os filhos, as caras metade, os gostos, os vinhos que bebem, as zangas que têm, o fervor clubístico, as mágoas com a vida e com todos os que não os entendem e não aceitam a sua frontalidade e afins, enfim, o habitual do facebook (e quem sou eu para falar que também por lá ando?). O que sinto é que as mulheres, na sua grande maioria, estão todas com muito  mais estilo, muitas delas bem mais bonitas. Foram-se os cabelos frizzados e de cortes pouco abonatórios, as roupas de gosto duvidoso (os 90 também não foram bonzinhos a esse nível), os óculos fundo de garrafa, alinharam-se os dentes, há muito mais elegância e em alguns casos menos peso. Nos homens vejo o contrário. Menos cabelo, em alguns caso ausência total de cabelo, barrigas proeminentes, peso a mais e até alguma dificuldade em descobrir as caras de outrora. Não é em todos, que também os há dos que ficaram com mais estilo, mais bem vestidos, um ou outro que perdeu bastante peso, mas na sua maioria não. Olho para o que tenho lá em casa, juntos que estamos vai para 14 anos e vejo-lhe a elegância tranquila de quando o conheci, vejo o cuidado na forma de vestir, não há barriga que se veja e apenas os cabelos brancos se têm feito notar, mas nisto do cabelo há coisas impossíveis de controlar. Mas calhou-me um dos que tem algum cuidado consigo, coisa que o facto de ter sido jogador de futebol ajuda, porque lhe ficou um bicho pelo desporto e pelo exercício físico que o vai perseguir para o resto da vida, coisa rara, do que vejo. E eu pergunto-me o porquê de as mulheres enfrentarem o tempo tão melhor do que os homens. O que se passa com os homens que deixam de querer saber de si? 

10 de janeiro de 2017

Sim, também tenho algo a dizer sobre os Golden Globes

Há como não adorar esta mulher? Não só pela actriz maravilhosa que realmente é, mas pela sensibilidade e honestidade emocional com que brinda o seu discurso. 


De resto, quero lá saber dos vestidos (deixo isso para as verdadeiramente entendidas) estou desejosa é de botar olhos em alguns dos filmes que prometem muito como o Manchester By the sea, o La la Land, o Lion e o Monnlight. Isto promete!

4 de janeiro de 2017

Ainda vou a tempo de vos desejar um feliz ano?

Foi um final de ano complicado. Ainda consegui aproveitar o Natal, mas a tosse que se me tinha instalado em inícios de Dezembro não deu tréguas e depois de andar de casa em casa, de terra em terra, a apanhar o frio da noite, a malvada transformou-se numa infecção brônquica aguda que me levou à cama por quase 15 dias. Ser asmática não ajuda e por isso, tive que dizer olá à bomba depois de não nos falarmos há alguns anos. Foram ainda dias e dias sem olfacto, sem paladar e, por isso, sem me perder por qualquer iguaria natalícia, pelo que, vendo pelo lado positivo, devo ser das únicas alminhas que não se queixa dos quilos ganhos após as festas, até porque na verdade perdi dois.Tinha ainda planos maravilhosos para a passagem de ano, com direito a um vestido especial, hotel marcado e tudo e tudo e troquei isso tudo pela minha casa, roupa confortável e sumo de laranja a fazer as vezes de champanhe. A indisposição, a febre e a tosse dantesca foram de tal forma que num destes dias quase corri para casa dos vizinhos para pedir ajuda, tal foi a aflição e a falta de ar. Julguei que me finava ali, de forma tão pouco romântica e de pijama velho. 
Neste momento estou com os costados todos doridos, quando tusso quase faleço e o pescoço não está melhor porque, para ajudar à festa, fiz uma contractura muscular com o esforço da tosse, pelo que, apesar de ter regressado hoje ao trabalho. não estou no meu melhor. Ainda tenho voz de fanhosa, ainda há resquícios de tosse, apesar do antibiótico, da bomba, dos analgésicos e mais mil um medicamentos que me foram prescritos. 
Valeu-me estar rodeada de amor, que é o que se quer e a única coisa que realmente preciso. Fosse eu supersticiosa e teria medo deste 2017 que me conheceu de pantufas, franja despenteada e nariz ranhoso. Mas como não sou, tenho a certeza que será um ano maravilhoso. 

Feliz 2017! Que seja um ano de muitos sorrisos. 

19 de dezembro de 2016

Dos presentes

Quando conhecemos muito bem uma pessoa sabemos perfeitamente o que oferecer. O pior é quando nem dois dias depois de presente comprado, a pessoa insinuar a sua intenção de comprar o mesmo. Foi assim com a prenda do P. para este Natal - bilhetes para o Nos Alive para dia 6. Sábado tive que antecipar o Natal lá em casa (a nossa única regra no Natal é que sejam presentes para nós!), e entreguei-lhe um recado a pedir para tirar os dias 6 e 7 de julho de férias, que nós não caminhamos para jovens e promete-se uma noite em grande, depois os bilhetes. Vacilei tanto entre o dia 6 e o dia 8, mas depois ele manifestou vontade em comprar bilhetes para dia 6 e eu soube que tinha acertado na mouche. Tive imensa sorte com o festival a arranjar-me a solução perfeita para o presente dele, para nós. 

16 de dezembro de 2016

Os gatos, esses seres independentes e traiçoeiros

Maridão esteve fora esta semana toda. O novo emprego levou-o até à Alemanha, país onde já viveu e onde já fomos os dois muito felizes. Chega hoje, perto das 22h e eu estou já a magicar uns petiscos do outro mundo para uma ceia a dois (mais quatro, claro) para matarmos saudades e me contar como correu tudo, com o detalhe que as chamadas diárias não exigem. 
Foi uma semana de muito gato no colo, o que a considerar que sou apenas uma, foi exigente, porque eles gostam todosssss de colo. Tiraram senhas e a coisa correu bem - isto é como quem diz, que vieram dois de cada vez, sempre que um se levantava para fazer algo, outro vinha a correr para ocupar o lugar quentinho. Nunca dormimos com os gatos, o nosso quarto é só nosso, mas como estava sozinha e a empregada só ia hoje, lá os deixei dormir comigo (a verdade é que já não estou habituada a dormir sozinha). Foi bonito de se ver - para eles, que eu não dormi nada de jeito. Ora era o Tobias e os seus seis Kg, que a meio da noite queria festas e se deitava em cima de mim a miar ao meu ouvido e a por a pata na minha cara (seria fofo se não parecesse tortura), ou o Mel, jovem que é, que queria brincadeira com os meus pés, atacando-me sempre que me mexia, em momentos alternados com outros em que acordava com a sua cara linda encostada à minha e um ronron feliz como se não houvesse amanhã, ou a Blue que queria expulsar a malta toda, para ficar comigo só para ela (sou a humana dela, nada a fazer), enroscando-se bem encostada a mim, como sempre adorou fazer. Dona Gata não se fez ouvir e tenho para mim que ficou parte da noite no sofá, para não stressar, que ela é dada a nervos fáceis e a discussões tontas e barulhentas, com direito a perseguições com a Blue (coisas de gatas, há mais de dez anos juntas e continuam a não se poder ver à frente). São companheiros maravilhosos. Não me deixam nunca sentir sozinha, nem mesmo quando quero estar sozinha, como nas idas ao wc, em que, ou deixo a porta aberta para passearem e "conversarem" comigo, ou fecho a porta (quando há mais gente em casa) e ficam do lado de lá a chamar-me. Há sempre um mirone enquanto tomo banho e, enquanto me visto, os rapazes aproveitam para se esticar no chão, a pedir festas, que agradecem com marradinhas que me dão pela casa enquanto corro para tratar de tudo antes de sair, deixando-me cheia de pelos que vou tirando pelo caminho para o trabalho. Eles são mais melosos e sociáveis, dão-se bem como toda a gente, elas são mais autoritárias com os restantes gatos, mais selectivas e querem sempre atenção exclusiva. Já eu, sou uma sortuda por ter estes 4 gatos maravilhosos. 

15 de dezembro de 2016

Até sempre B.

Atordoada que estou com a partida de uma pessoa que não via há alguns anos mas com quem falava por vezes no fb (a última vez foi há menos de um mês, porque ele procurava um gato para os seus pais) e que sempre soube e senti que era alguém genuinamente bom, de sorriso sincero, não consigo deixar de pensar em como passamos a vida agarrados a coisas supérfluas, agastados com discussões desnecessárias, muitas vezes com as prioridades trocadas e com os sonhos perdidos algures no tempo. Vivemos demasiado submissos às obrigações do dia a dia, sem tempo para nós, sem tempo para os que nos são realmente importantes. Estava sozinha em casa (o P. está na Alemanha) e estava a preparar-me para uma noite de séries quando soube e, desde esse momento, só consigo pensar em como tudo pode mudar num minuto e em como devemos viver cada dia como se fosse o último, com gratidão plena por tudo o que temos, amando muito, sorrindo muito e lutando sempre pela nossa felicidade e pelos nossos sonhos.  

Dizia ele que eu era grande, que era uma pessoa excelente, admirava a minha entrega aos animais e a causas, quando ele é que era e eu nunca lho disse, por timidez parva, porque fico sem jeito quando me elogiam, porque achei que tinha tempo... quando o tempo era algo que estava a escassear. Lição aprendida: não deixar nada por dizer, nada por fazer, nada por viver e não tomar nada como garantido.  Escrevo-o em lágrimas, com o coração apertado, mas grata por ter tido a oportunidade de conhecer esta pessoa maravilhosa. 
 

7 de dezembro de 2016

Já aqui me confessei apaixonada por vestidos

E estes três andam mesmo debaixo de olho:




Na loja do costume, Zara.
Como sou uma pessoa razoável, vou escolher um dos três para me oferecer pelo Natal mas só e porque são o tipo de peças que adoro, que são a minha cara e que uso mesmo muito! Mas não fujo à minha regra, comprar uma peça nova implica sempre o desapego de uma que já não uso ou não lhe sinto a falta, que segue para alguém que possa realmente gostar e usar. 

6 de dezembro de 2016

Há coisa de um ano estava eu tranquilamente alapada no sofá em casa quando num momento de preguiça lânguida deixei descair uma mão e apercebi-me que tinha um alto na mama direita. Só o sentia com o braço direito levantado, mas ele estava lá. Algo que não fazia parte de mim e que aparecia numa zona onde todas sabemos que não é de descurar. Só que eu sou péssima com esta coisa da minha saúde e tão mais chata e insistente com a dos outros e andei a adiar, adiar, adiar, até ao dia em que me apercebi que o nódulo continuava lá e que se sentia mesmo sem ter que levantar o braço. Asneiradas mentais à parte, lá marquei consulta com a médica de família, porque tenho uma das (abençoadamente) boas e atentas. Quando lá cheguei, depois de expor a situação, foram duas as médicas a apalpar-me e a passar logo os exames necessários, aconselhando sítios da sua confiança onde os poderia fazer. Bem comportada, lá fui eu fazer a eco mamária e a mamografia e vim de lá com os cabelos a quererem por-se-me em pé, depois de me dizerem que provavelmente teria que ser operada. Chegada a casa, vai de espreitar o relatório só porque sim e como não percebia nada daquilo, fui ao google, esse senhor sabe tudo, para perceber melhor. Ora acontece que estes exames podem dar origem a uma escala, a BI-Rads, que vai do zero ao cinco e eu estava ali no 4, ainda que no 4A. E o que diz o 4A? 

Categoria 4A: nessa categoria incluem-se lesões que necessitam de intervenção mas cujo grau de suspeição é baixo. Aí estão os cistos complicados que necessitam de aspiração, as lesões palpáveis sólidas, parcialmente circunscritas, e que o ultrassom sugere tratarem-se de fibroadenomas, ou um abscesso mamário. O seguimento dessas lesões pode mostrar um diagnóstico anátomo-patológico adicional comprovando malignidade, ou um seguimento semestral benigno.

Ainda assim, optimista como sou, guardei as preocupações para depois de falar com a minha médica. Quando mostrei os exames, novamente duas médicas, que só me diziam: "Tenha calma, que pode não ser nada". Aí comecei a preocupar-me verdadeiramente. Disseram que me enviariam para o hospital da cidade, mas que gostavam que eu tivesse um diagnóstico mais rápido e que fosse logo à Fundação Champalimaud.  Aqui só aceitam casos que podem de facto ser de cancro e depois de mostrar os exames e o relatório lá fui aceite. No dia da consulta o P. foi comigo, ambos certos de que tudo iria correr pelo melhor. Já me bastava a luta contra a endometriose, essa cabra que me tem atirado para camas de hospital vezes demais, não iria ganhar mais uma mazela. 

A fundação está num edifício espectacular, moderno, à beira rio, com uma vista fantástica e um jardim interior magnífico, tudo muito claro e muito clean, tudo a contrastar com o peso que senti na sala de espera, onde havia pessoas em fase de tratamento contra o cancro, onde a tristeza é uma constante e por vezes a esperança já não brilha no olhar. Mentalmente imaginei-me a passar por tudo - como não imaginar se eu estava ali com a possibilidade de ter cancro? - e o que mais me pesava no momento? Ter que contar à minha família se se confirmasse. Só o P., o meu irmão, cunhada e uma das minhas irmãs sabiam o que se estava a passar e ainda hoje, só eles sabem.  Isto porque, felizmente, na FC fizeram novos exames e consideraram que nesta fase, tem todas as características de benignidade, mas recomendaram consultas semestrais para fazer o acompanhamento, até porque, além do que se sente, encontraram outros nódulos. Por sorte e com estes exames e historial consegui, na consulta da endometriose que faço também semestralmente, que me passassem para a consulta da mama no Hospital de Santa Maria. Brevemente farei nova eco e em finais de Janeiro lá estou eu para mostrar as mamas. À endometriose junta-se mais esta rotina semestral, mais consultas, mais exames chatos, mas sei que estou bem acompanhada, num hospital onde só tenho coisas boas a dizer. O que vier virá com alguém deste lado sempre pronta para vencer qualquer batalha. Porque a escala BI-RADS pode mudar novamente. Mas eu acredito sempre e só em finais felizes.  

Tudo isto apenas para lembrar, a quem está desse lado, que é importante estarmos atentas ao nosso corpo, é importante identificar cada mudança, é importante apalpar as nossas mamas regularmente e, acima de tudo, não descurar a nossa saúde. Não se fiem nas estatísticas, nos ditos grupos de risco, nas idades que estabelecem, não se limitem a um não quando algum médico vos recusa um exame e não se sentem realmente bem - peçam segundas opiniões, informem-se.  Cuidem-se como devem e como merecem.